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terça-feira, 15 de junho de 2010

Análise: Holanda 2 x 0 Dinamarca / Japão 1 x 0 Camarões

Duas partidas das três desta segunda-feira foram válidas pelo grupo 4. A primeira do dia foi o encontro entre a Laranja Mecânica com a Dinamáquina. Holanda e Dinamarca. 
Na Holanda, sem ainda contar com Robben, poupado após sofrer uma lesão muscular na coxa no último dia 5, Marwijk mandou a campo o estilo ofensivo característico do país, com um trio de atacantes (Van Persie, Kyut e Van der Vaart). E com Sneijder também chegando na área.

Apesar da postura teoricamente mais defensiva, a Dinamarca não se retraiu nos primeiros minutos, buscando também o ataque. E parando as investidas adversárias com faltas. Foram três infrações nos primeiros quatro minutos.Mais habilidosa, a seleção holandesa também armou boas jogadas de ataque.

No início do segundo tempo, depois de um cruzamento de Van Persie, Simon Poulsen, que joga no futebol holandês (AZ Alkmaar), se apavorou e cabeceou errado, para trás. A bola bateu nas costas de Agger e entrou mansamente no canto direito, tocando na trave antes de ir para a rede. Inicialmente, a Fifa registrou o gol contra para Poulsen, mas no fim da tarde alterou, marcando o tento para Agger. 1 a 0 Holanda.

Lance decisivo do jogo: Simon Poulsen (à direita) cabeceia errado, a bola bate nas costas de Aggen (4) e vai parar dentro do gol da Dinamarca, no primeiro gol da Holanda no Soccer City (Foto: Getty Images)


O gol desarrumou o sistema defensivo dinamarquês. Nem as alterações feitas pelo técnico Morten Olsen foram suficientes para mudar a postura da seleção em campo. Substituição que deu resultado foi a primeira feita pelo treinador holandês: a entrada de Elia no lugar de Van der Vaart. Com muita habilidade, o atacante holandês deu trabalho para os adversários e criou boas chances.

Aos 39' Sneijder fez lindo lançamento para Elia, que tocou na saída do goleiro. A bola, caprichosamente, tocou na trave esquerda e sobrou para Kuyt completar para rede. 2 a 0, e foi só.

Holandeses comemoram o gol de Kuyt (à esquerda), que selou a vitória sobre a Dinamarca (Foto: AFP)

FICHA TÉCNICA
HOLANDA 2 X 0 DINAMARCA
Gols:
Holanda: Agger (46 contra), Kuyt (85)
Estádio: Soccer City (Johannesburgo)
Público: 83.465
Arbitro: S. Lannoy (FRA)
Cartões amarelos:
Holanda: de Jong (44), van Persie (49)
Dinamarca: Kjær (63)
Escalações:
HOLANDA: Maarten Stekelenburg - Gregory van der Wiel, John Heitinga, Joris Mathijsen, Giovanni van Bronckhorst (cap) - Mark van Bommel, Nigel de Jong - Dirk Kuyt, Wesley Sneijder, Rafael van der Vaart (Eljero Elia 67) - Robin van Persie (Ibrahim Afellay 77). DT: Bert van Marwijk.
DINAMARCA: Thomas Soerensen - Lars Jacobsen, Daniel Agger, Simon Kjær, Simon Poulsen - Thomas Enevoldsen (Jesper Grönkjaer 56), Christian Poulsen, Thomas Kahlenberg (Christian Eriksen 73), Martín Jorgensen (cap) - Dennis Rommedahl - Nicklas Bendtner (Mikkel Beckmann 62). DT: Morten Olsen.




Fechando a rodada do grupo 4, Japão e Camarões se enfrentaram no estádio Free State, em Bloemfontein.

Eto'o, resignado, após atuação apagada na derrota de Camarões para o Japão (Foto: Getty Images)


O jogo não foi dos melhores. As defesas foram felizes do que os ataques. Os dois times distribuíram chutões e erraram muitos passes. Apesar das poucas chances de gol e das muitas faltas, a partida foi equilibrada. A seleção de Camarões apostava nos passes e na velocidade para chegar ao gol. Já os japoneses, apesar de seus atacantes serem consideravelmente menores do que os zagueiros camaroneses, apostavam nas bolas cruzadas na áera para serem cabeceadas.

Keisuke Honda comemora o gol do Japão contra Camarões (Foto: AFP)


Confirmando o ditado que diz que "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura" , foi justamente com um cruzamento na área que saiu o único gol da partida.Matsui cruzou na segunda trave, Honda dominou livre e chutou no alto: 1 a 0, e foi só. O gol quebrou dois tabus: até então, o Japão nunca havia vencido uma partida de estreia em Copas do Mundo, enquanto a seleção de Camarões nunca havia perdido a primeira partida.


FICHA TÉCNICA
JAPÃO 1 X 0 CAMARÕES
Local: Estádio Free State, em Bloemfontein
Data-Hora: 14/6/2010 - 11h (de Brasília)
Árbitro: Olegario Benquerença (POR)
Assistentes: Bertino Miranda (POR) e José Manuel Silva Cardinal (POR)
Público: 30.620 presentes
Cartões Amarelos: Abe (JAP); N'Koulou (CAM)
Cartões Vermelhos: Não houve.
Gols: Honda 38'/1ºT (1-0)
JAPÃO: Kawashima, Nagatomo, Nakazawa, Tanaka e Komano; Abe, Matsui (Okazaki 23'/2ºT), Honda, Hasebe (Inamoto 42'/2ºT) e Endo; Ukubo (Yano 36'/2ºT) - Técnico: Takeshi Okada.
CAMARÕES: Hamidou, Mbia, Bassong, N'Koulou e Assou-Ekotto; Makoun (Geremi 28'/2ºT), Enoh e Matip (Emana 17'/2ºT); Choupo-Moting (Idrissou 28'/2ºT) e Eto'o; Webo - Técnico: Paul Le Guen.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Dinamarca - "Dinamáquina."



A Dinamarca não apareceu na Copa do Mundo até 1986. Foi quando a equipe treinada por Sepp Piontek fez grande campanha e foi batizada de 'Dinamáquina'. A primeira fase foi vencida com estilo, batendo Escócia, Uruguai e Alemanha, antes de se encontrar com a Espanha nas oitavas de final. A Dinamarca saiu na frente, mas terminou goleada pelos espanhóis por 5 a 1. Em 1998, a Dinamarca chegou às quartas de final, sendo eliminada pelo Brasil por 3 a 2. Os irmãos Laudrup, Brian e Michael, eram as estrelas da equipe. Em 2002, a Dinamarca venceu os campeões da França por 2 a 0 na última rodada de seu grupo antes que a Inglaterra lhe eliminasse. Depois da ausência em 2006, os dinamarqueses estão de volta.

A Dinamarca se classificou com estilo e era favorita desde o início do grupo. Depois de um empate sem gols contra a Hungria na estreia, venceu seus cinco jogos seguintes. A vitória mais importante veio em Portugal, por 3 a 2. O jogo decisivo veio na Suécia, na sexta rodada, quando venceram por 1 a 0, aumentando as chances de classificação. Dois empates sucessivos fizeram com que uma vitória simples contra a Suécia fosse suficiente para garantir a vaga. Jakob Poulsen marcou o gol da vitória aos 34 do segundo tempo.

Tendo um forte e coletivo meio-campo, a "Dinamáquina" faz com que seja duro para os oponentes jogarem pelo meio e chegarem perto da área dinamarquesa. No outro lado do campo, isso significa que a equipe tem boas opções para levar a bola à área oponente. Junto com boas jogadas pela lateral, fazem da Dinamarca um time perigoso. Por outro lado, sua maior fraqueza está na falta de opções no ataque. Essa é parte da razão pela qual a equipe atual joga com apenas um atacante. O jovem Nicklas Bendtner é o titular, mas quando está lesionado- algo frequente- as escolhas não são muitas. Soren Larsen foi utilizado e até marcou gols, mas só atuou em cinco dos dez jogos. Outra opção é Tomasson, mas ele parece trancado nos 51 gols, um abaixo do recorde de 52 da Seleção Dinamarquesa.




fontes:
google.com (imagens)
pt.fifa.com (imagens)

Japão - A02 ; D02


 O futebol japonês pode ser dividido em 2 partes : antes de 2002 e depois de 2002.

Até 2002, com o anúncio de que sediariam a Copa em parceria com a Coréia, o futebol parecia que daria muitos frutos . Craques apareceram, investimentos foram feitos, e o esporte virou febre no país. Após 2002 a história não se concretizou. Os bons jogadores minguaram, novos talentos não apareceram e o futebol não evoluiu ou manteu-se no nível em que estava. Após serem eliminados da Copa de 2002 nas quartas-de-final, em 2010 a equipe japonesa quer apagar a má impressão deixada em 2006, na Alemanha, quando saíram ainda na primeira fase em um grupo com Brasil, Austrália e Croácia sem ganhar uma partida sequer.

No terreno asiático, a decadência não trouxe grandes impactos. O Japão continua passando sem muitas dificuldades pelas eliminatórias e ainda mostra ser o mais forte do continente no futebol. Apesar disso, desde 2006, quando era comandada por Zico, a seleção parece ter se estagnado. Pouca rodagem internacional e apenas um jogador acima da média: o armador Shunsuke Nakamura. 

Nakamura não conta mais com a companhia de Nakata (foto), melhor jogador japonês de todos os tempos, mas a seleção do técnico Takeshi Okada conta com outros bons nomes que ainda restam nesta seleção. O meio-campista Keisuke Honda, um talentoso canhoto como Nakamura, é um exemplo. Liderando a defesa está o zagueiro e capitão Yuji Nakazawa, de 31 anos, que com mais de 90 partidas pela seleção profissional é o terceiro jogador que mais vezes defendeu o Japão em todos os tempos.







fontes:
globoesporte.com
pt.fifa.com
google (imagens) 

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Holanda - Laranja Madura


Tá no ponto. Invencibilidade, talentos, bom retrospecto... Será que dessa vez a Laranja Mecânica vai dar suco?Qual a diferença deste carrossel para as do passado? A série de 16 jogos sem derrota desde Novembro de 2008 pode impressionar. Mas não se enganem: o grupo nas eliminatórias não era tão forte, e nos amistosos contra Inglaterra e Itália a Holanda apenas empatou.

Desde a aposentadoria de Rinus Michels, com exceção da conquista da Euro 1988, os inúmeros sucessores de Johan Cruyff nunca alcançaram uma grande glória. Por isso mesmo, o país ganhou a fama de ter um futebol vistoso, mas pouco eficiente para chegar a uma conquista de peso. É esta imagem que o treinador Bert van Marwijk (foto) vem tentando mudar desde que assumiu o cargo, após a campanha decepcionante da Holanda na Euro 2008.


Para isso, o treinador aposta no elenco que foi totalmente reformulado após as aposentadorias do goleiro Van der Sar  e do atacante Van Nisteroy (foto a esquerda) da seleção. Além disso, Bert van Marwijk também não tem convocado o meio-campo Seedorf, que era considerado indispensável para o time. Os líderes do grupo são Arjen Robben, Joris Mathijsen, Andre Ooijer, Dirk Kuyt, Mark van Bommel, Klaas Jan Huntelaar e Giovanni van Bronckhorst, que já estavam presentes sob o comando do antigo treinador. Rafael van der Vaart, Robin van Persie, Nigel De Jong e Wesley Sneijder são outros que compõem o time.





Fontes:
globoesporte.com
pt.fifa.com
google (imagens)

Camarões - Os leões indomáveis


Os líderes africanos de longe em participações em Copa do Mundo, Camarões chegou pela primeira vez ao torneio em 1982, mas não retornou em 1986. Eles conseguiram se classificar para a Itália em 1990 e não perderam uma Copa do Mundo até 2006, quando foram surpreendidos por Costa do Marfim e Egito. Agora estão de volta com uma equipe que pode ser considerada uma das melhores de sua história. Com um técnico que tem o apoio dos jogadores e possívelmente o melhor jogador africano (Samuel Eto'o), muitos acreditam que Camarões finalmente tenham as atuações que seu potencial permite.

A classificação ficou longe de uma classificação tranquila para os Leões Indomáveis. Em um grupo formado por Gabão, Togo e Marrocos, foi a menor equipe, o Gabão, que surpreendeu a todos vencendo seus dois primeiros jogos, enquanto Camarões perdeu para Togo e empatou com Marrocos.Mas depois o técnico Paul Le Guen (foto) chegou e comandou a recuperação de Camarões, com quatro vitórias consecutivas que garantiram a equipe na Copa do Mundo.

Com o jogador que talvez seja o maior atacante africano da história em seu melhor momento, a força da equipe poderia ser o ataque, mas na verdade é o meio-campo que torna a equipe especial. Mesmo não tendo tantas estrelas no meio quanto a Costa do Marfim ou Mali, o meio-campo camaronês, jogando no 4-3-3 ou no 4-4-2, tem sido excelente na ligação com os atacantes.
As maiores fraquezas são a média de idade e a habilidade de lidar com a competição de alto nível. Se os jogadores camaroneses não são os mais velhos, são dos mais precoces, que vem jogando em alto nível há muito tempo por seus clubes. Alguns jogadores- como Rigobert Song, de 33 anos- estão começando a diminuir o ritmo.



Fontes:
google (imagens)