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sábado, 26 de junho de 2010

UHHUUU!!! O DUNGA CONCORDOU COMIGO !!!!!

Amigos blogueiros, voltemos à 10/05/10, quando postei meu 1º texto aqui no CFC e coloquei a cara à tapa , admitindo que torci contra o Brasil na Copa de 2002, e que poderia fazer o mesmo em 2010, dependia unicamente da convocação dos "craques" que iríam para a África do Sul, lembra ? Se não lembra, ou não leu, clique em  arquivo no topo da página, e lá procure o post.

Naquele post, desci o malho no DUNGA, não só por ele, mas, também, pelas convocações e teimosias que o acompaharam desde que assumiu o sacerdócio de ser técnico da seleção brasileira, já que, ele insistia em levar, e acabou levando, aquela meia dúzia de pernas-de-pau, que o Brasil inteiro se recusava em aceitar, e, deixando de lado, outros tantos que todos clamavam.

Bem, aqueles que me conhecem de perto, sabem das minhas reclamações sobre esse time, que está longe de ser uma seleção competente, basta analisar os três resultados obtidos até agora na Copa.

Má atuação da Seleção Brasileira irrita técnico Dunga
Foto: AP

Mas, hoje, fiquei especialmente feliz durante o jogo contra a irregular seleção lusitana, pois, vi que o DUNGA, igualmente à maioria dos brasileiros que viram o jogo, também se irritou profundamente com a seleção que ele próprio armou, eu diria até, que parecia que ele estava fora de si, assistido pelo seu estupefato auxiliar técnico Jorginho, que arregalava os olhos cada vez que o DUNGA urrava de ódio com o que acontecia em campo.

Maicon enfrenta a marcação de Coentrão: lado direito foi bastante explorado outra vez (Foto: agência Reuters)

Realmente, e pra sair do sério, ver o Gilberto Silva errar tantos passes, um deles de três metros, o Júlio Baptista, literalmente, não jogar nada, perdendo a chance de mostrar a que veio, o, como sempre, botinudo e desequilibrado, Felipe argh!! Melo, que se não fosse substituído, certamente, seria expulso,  o Michel Bastos , completamente apagado, e até o bom Daniel Alves, num dia pouquíssimo inspirado, é dose pra leão, e fácil,  perder o controle.




Mas, duro mesmo, é nós sabermos que quando o DUNGA olha pro banco de reservas, e vê, por culpa dele, que não se tem opções que possam ser usadas para se corrigir qualquer erro, isso sim, é mais duro ainda.


Trocar o Luís Fabuloso ( até hoje não entendo o por quê de "fabuloso") pelo Grafite, ( ele jogou ?? ) o Felipe Melo pelo..., peraí, esse aí, qualquer um que entrar é melhor, ( desculpe amigo Walace ) e colocar o Josué, e o Ramires ( esse eu gosto ), não serviu pra NADA, além de confirmar que se dependermos dos reservas, ou parte deles, estamos fritos.

De qualquer forma, estou feliz, pois, o DUNGA, hoje teve certeza disso, e concordou comigo. Isso é muito bom, uuhuuuuu !!!


Maicon reclama e Cristiano Ronaldo cobra do juíz. Brasileiro apareceu mais do que o craque luso no jogo



Ps.: O que era aquilo na região lombar do Júlio César, ele não tá 100 % ? E por quê o Dr. Runco, fez tudo para esconder "aquilo" das câmeras ?


Reportagem GLOBOESPORTE.COM


FICHA TÉCNICA
PORTUGAL 0 X 0 BRASIL

Estádio: Moses Mabhida, em Durban (AFS).
Data-Hora: 25/6/2010 - 11h (de Brasília).
Árbitro: Benito Archundia (MEX)
Auxiliares: Hector Vergara (CAN) e Marvin Torrentera (MEX)
Público: 62.712 presentes
Cartões amarelos: Duda, Tiago, Pepe e Fabio Coentrão (POR); Luis Fabiano, Juan e Felipe Melo (BRA)
Cartões vermelhos: -
PORTUGAL: Eduardo, Ricardo Costa, Bruno Alves, Ricardo Carvalho e Fabio Coentrão; Pepe (Pedro Mendes 18'/2ºT), Duda (Simão 8'/2ºT), Raul Meireles (Miguel Veloso 38'/2ºT) e Tiago; Cristiano Ronaldo e Danny - Técnico: Carlos Queiroz.
BRASIL: Julio Cesar, Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos; Gilberto Silva, Felipe Melo (Josué 44'/1ºT), Daniel Alves e Julio Baptista (Ramires 37'/2ºT); Nilmar e Luis Fabiano (Grafite 39'/2ºT) - Técnico: Dunga.

Os melhores dêem um passo à frente, por favor

Pois é meus amigos. Acabou a primeira fase da Copa do Mundo. Foram 2 semanas, 48 jogos, 101 gols, 16 eliminadas e 16 seleções que continuam na competição. Surpresas, zebras, goleadas, e muitos momentos que já fizeram dessa Copa especial. O show de imagens proporcionado pelo bom trabalho dos operadores de camera dessa Copa compensou um pouco os poucos momentos de show dentro de campo.

 O que falar da alegria e da (aparente)  tranquilidade dos jogadores sul africanos cantando e dançando enquanto se encaminhavam para aquecer no campo antes da partida de estréia da Copa?


E do choro de alguns jogadores ao ouvirem o hino de seus países, como o norte-coreano Jong Tae Se, o francês Evra e o brasileiro Maicon? Foi de dar um nó na garganta.



A primeira rodada foi, no geral, decepcionante para aqueles que aguardavam ansiosos o início da Copa. A pior média de gols de uma primeira fase deixou os torcedores do mundo inteiro preocupados com o que ainda estaria por vir. Felizmente, a história mudou nas outras rodadas, com goleadas e seleções se destacando por bom futebol e favoritismo.
Mas também tiveram as zebras desta Copa. Algumas das seleções tidas como pequenas foram aquelas que ,muitas vezes, proporcionaram aos torcedores o que se espera de uma Copa do Mundo e surpreenderam a todos. Quem esperaria que a badalada e favorita Espanha perdería seu jogo de estréia para a Suíça? Ou, quem pensou que veria a forte Inglaterra apenas empatar com a Argélia? E o que falar do Japão que desbancou a favorita Dinamarca? 

Gelson Fernandes comemora o gol da Suíça: zebra
aparece em Durban (Foto: EFE)

Mas a surpresa nessa primeira fase não ficou só por conta da boa atuação de seleções de menor expressão, não. A fúria Espanhola garantiu sua vaga apenas na última rodada, assim como os ingleses. A França, afundada em crise, foi a África do Sul para "cumprir tabela" e para mostrar ao mundo que não é uma ajeitada de mão que garante o sucesso da seleção.

Evra prometeu revelações, mas apenas pediu desculpas
pelo fracasso da França na Copa do Mundo (Foto: AP)

E a tetracampeã Itália? Favorita? Esqueceram de combinar isso com Paraguai, Eslováquia e Nova Zelândia.

Em 2006, Cannavaro levantou a Taça Fifa. Em 2010, deixou o campo chorando, eliminado (Getty Images)

Os países africanos e europeus não estão tendo muitos sucessos. Essa está sendo a Copa dos países americanos. Dos 8 classificados para a Copa, apenas Honduras foi eliminada, sendo 3 deles líderes de seus grupos. Como é bom ver o Uruguai voltando a ser potência! Paraguai e Chile estão surpreendendo e também fizeram uma ótima primeira fase. EUA? Eles acham que "yes, they can".

Suárez festeja o primeiro gol do Uruguai na vitória contra a Coreia do Sul por 2 a 1 em Porto Elizabeth
(Foto: Getty Images)

Nossos hermanos argentinos merecem destaque. O técnico mais carismático e folclórico desta Copa: Don Diego e seu "chamego" com os jogadores. 



O melhor jogador do Mundo? Vai bem, obrigado. O gol ainda não saiu, mas tá maduro e ele tá doidinho pra fazer o dele. O encontro de duas gerações. Será a história se reescrevendo? Se Maradona é "D10S" (Dios), será o atual camisa 10 da Argentina o MESSIas? Avisem isso aos goleiros...


E a nossa seleção brasileira... Venceu duas, empatou uma. Líder do grupo, mas não ainda não convenceu. Regime de quartel na concentração, e futebol que deixa a desejar? 

(Foto: agência EFE)

Culpa da Jabulani? Uma pequena parte, talvez. Tadinha. Tão mal compreendida. Tantos chutões, tantos lances feios, frangos... Aquela que trás alegria? Será?

Mas houve quem se entendesse e até se desse bem com a Jabulani. Já na primeira rodada a Alemanha mostrou que não tería problemas com a bola. Pareciam até brasileiros! A Argentina e Portugal, na segunda rodada, já haviam se acostumado. E o japonês Honda?! Jabulani? Que nada! Mais futebol brasileiro??? E o futebol brasileiro na seleção brasileira? Cadê?

Honda quer fazer história na Copa (Foto: Reuters)

Cacau vibra ajoelhado após fechar o marcador em Durban (Foto: AFP)


A primeira fase foi repleta de emoções. Apartir deste sábado, a adrenalina fica à flor da pele. Perdeu tá fora. A festa dá, ainda mais, lugar ao nervosismo. O campeão começa a ser definido, esperamos que com belas imagens e bom futebol. Façam suas apostas!

Chegou a hora da verdade.

14 dias foi o tempo que durou a primeira fase, que por sinal ilustrou aquela velha frase que todos conhecemos "Não existe mais bobo no futebol". Dos 8 grupos da copa, em todos eles, houve pelo menos uma surpresa (seja ela pequena ou gigante).

No grupo A, Uruguai e México sobraram. A França mostrou que aquela classificação com um gol ridiculo não serviu de nada e voltou pra casa sendo o grande vexame da Copa. Com problemas internos e a desintegração de Anelka do grupo a França mostrou que vivia uma bagunça. A tristeza do Grupo ficou para com a seleção da casa , os Bafanas Bafanas, que deixarama a desejar no segundo jogo da Copa e perderam de 3x0 pro Uruguai. De bom ficou o ultimo jogo, uma vitória contra a campeã mundial França e o futebol alegre visto pela equipe de Parreira.

No grupo B não houve uma grande surpresa, mas de fato a Grécia era o país mais qualificado para chegar a segunda fase. Deu Coreia com muitos meritos, jogou muito bem contra a propria Grecia e bem contra a Nigeria. Falando em Nigeria, ficou como destaque o seu goleiro Eneyama que literalmente fechou o gol nessa Copa.

Já o grupo C chegou a ter um certo desespero quando a Inglaterra empatou seus dois primeiros jogos contra EUA e Argelia respectivamente e o EUA empatou também seus dois jogos contra Inglaterra e Eslovenia. Na ultima rodada, dois 1x0 resolveram a vida de Inglaterra e EUA. Pra mim foi o pior grupo da Copa.

O grupo D trouxe gratas surpresas e talvez a maior dela tenha sido  a Alemanha, que chegou a Africa do Sul totalmente desfalcada e renasceu das cinzas e montou um time jovem, leve e habilidoso. Diferente da Alemanha que a gente conhece. Mostrou que ainda vive. Desse grupo sairam Alemanha em primeiro e Gana em segundo.

Uruguai, Argentina, Alemanha e USA chegam como favoritos
O grupo E mostrou a força incontestavel da Holanda mas também mostrou a fragilidade dos outros adversários, o menos pior (Japão) sobressaiu e se classificou. O que pra mim foi uma surpresa, o mundo esperava mais da Dinamarca.

O grupo F veio talvez com a maior surpresa da Copa do Mundo. A atual campeã, Italia, ficou em ultimo do seu grupo cujo tinha Nova Zelandia e Eslovaquia. A italia foi muito mal e mostrou que não estava pronta para um torneio desse tamanho. De bom, o Paraguai que mostrou um bom futebol e classificou em primeiro.

O grupo G, grupo do Brasil, teve bons jogos e talvez é arriscavel dizer que foi o melhor grupo da Copa. Portugal se soltou durante os jogos e vai chegar a essas oitavas de final bem qualificado. O Brasil? Foi Brasil e classificou em primeiro, soberano e sem sustos.

O grupo H quase aprontou uma grandíssima supresa, mas a incompetência suiça não foi capaz de fazer um gol em Honduras e ficaram de fora da Copa após terem vencido a Espanha no jogo de estreia. O Chile também foi bem e se classificou tranquilamente.
Brasil, Holanda e Espanha junto com a Argentina são as grandes favoritas

Por fim o fato de todos os Sulamericanos e dois Norteamericanos terem se classificado pode mostrar uma nova fase do futebol. "A Copa do Mundo é uma grande Copa America com o resto do mundo."

terça-feira, 22 de junho de 2010

Análises: dia 22/06

França 1 x 2 África do Sul
México 0 x 1 Uruguai
Grécia 0 x 2 Argentina
Nigéria 2 x 2 Coréia do Sul

Desencanto?

Outro time. Assim foi a seleção brasileira na partida contra a Costa do Marfim em relação ao primeiro jogo contra a Coréia do Norte. Como se alguém da comissão técnica da seleção tivesse lido o post em que e falei na postura da seleção diante dos adversários, os jogadores brasileiros entraram em campo com fome de gol e afim de dar show. Logo no início da partida, Kaká, Robinho e Luís Fabiano fizeram alguma boas jogadas, rápidas e ensaiaram até darem o "show" que sempre se espera da seleção brasileira ; o futebol moleque, simples, rápido, bonito, decisivo ... alemão? Não, acho que não mais...

Foi justamente após uma dessas belas jogadas, em que Robinho pedalou e tentou um belo drible, que a seleção marfinense mostrou sua principal "arma" : entradas fortes, muitas faltas e violência. Consequência, Robinho se conteve e não apareceu muito mais no jogo.

Diferentemente de Kaká e Luís Fabiano. Nosso camisa 10 esteve irreconhecível . Jogou bem como não se via a muito tempo (longe de seu máximo, mas muito bom). Correu, armou jogadas e deu passe para 2 dos 3 gols brasileiros. Kaká estava tão diferente ontem, que até foi expulso!!! Após receber algumas entradas duras e ficar bastante irritado, ele empurrou um jogador adversário e foi punido com um cartão amarelo. 5 minutos depois, em um encontrão com um marfinense, deixou o braço para acertar-lhe uma cotuvelada, recebeu o segundo amarelo e foi expulso. Lado ruim, não o teremos contra Portugal. Lado bom, ele joga as oitavas.






Luís Fabiano também desencantou ontem. Depois de tanto tempo sem marcar, ele fez dois e com direito a polêmica. O primeiro, depois de bela jogada individual de Kaká, não houve nada demais. Um belo gol. Mas o segundo, terceiro da seleção, deu o que falar até entre os argentinos. Tudo porque após boa jogada e dois lençóis, o atacante dominou a bola com o braço (duas vezes) e chutou para marcar o gol. Golaço, mas ilegal.



O segundo gol brasileiro foi marcado após, novamente, uma jogada individual de Kaká. Ele tocou para trás e Elano apareceu para concluir e fazer seu segundo gol nesta Copa. Nosso camisa 7 foi substituído no segundo tempo após uma forte entrada e sair mancando. O gol marfinense foi marcado por Drogba, de cabeça.

Sexta-feira o Brasil enfrenta Portugal, que venceu a Coréia do Norte por 7 a 0.

Análise GLOBOESPORTE.COM

FICHA TÉCNICA:
BRASIL 3 X 1 COSTA DO MARFIM

Estádio: Soccer City, Johannesburgo (AFS)
Data/hora: 20/6/2010 - 15h30 (de Brasília)
Árbitro: Stephane Lannoy (FRA).
Auxiliares: Eric Dansault (FRA) e Lauren Ugo (FRA)
Público: 84.455 pessoas
Cartões amarelos: Tiéné e Keita (CDM)
Cartão vermelho: 43'/2ºT - Kaká (BRA)
GOLS: 25'/1ºT - Luis Fabiano (1-0); 5'/2ºT - Luis Fabiano (2-0); 17'/2ºT - Elano (3-0); 34'2º T - Drogba (3-1)
BRASIL: Júlio César, Maicon, Lucio, Juan e Michel Bastos; Gilberto Silva, Felipe Melo, Elano (21'/2ºT - Daniel Alves) e Kaká; Robinho (47'/2ºT - Ramires) e Luis Fabiano. Técnico: Dunga.
COSTA DO MARFIM: Barry, Demel, Zokora, Kolo Touré e Tiéné; Tiotê, Yaya Touré, Ebouê (26'/2ºT - Romaric) e Dindanê (8'/2ºT - Gervinho); Kalou (21'/2ºT - Keita) e Drogba. Técnico: Sven Göran-Ericksson.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Análise: Holanda 2 x 0 Dinamarca / Japão 1 x 0 Camarões

Duas partidas das três desta segunda-feira foram válidas pelo grupo 4. A primeira do dia foi o encontro entre a Laranja Mecânica com a Dinamáquina. Holanda e Dinamarca. 
Na Holanda, sem ainda contar com Robben, poupado após sofrer uma lesão muscular na coxa no último dia 5, Marwijk mandou a campo o estilo ofensivo característico do país, com um trio de atacantes (Van Persie, Kyut e Van der Vaart). E com Sneijder também chegando na área.

Apesar da postura teoricamente mais defensiva, a Dinamarca não se retraiu nos primeiros minutos, buscando também o ataque. E parando as investidas adversárias com faltas. Foram três infrações nos primeiros quatro minutos.Mais habilidosa, a seleção holandesa também armou boas jogadas de ataque.

No início do segundo tempo, depois de um cruzamento de Van Persie, Simon Poulsen, que joga no futebol holandês (AZ Alkmaar), se apavorou e cabeceou errado, para trás. A bola bateu nas costas de Agger e entrou mansamente no canto direito, tocando na trave antes de ir para a rede. Inicialmente, a Fifa registrou o gol contra para Poulsen, mas no fim da tarde alterou, marcando o tento para Agger. 1 a 0 Holanda.

Lance decisivo do jogo: Simon Poulsen (à direita) cabeceia errado, a bola bate nas costas de Aggen (4) e vai parar dentro do gol da Dinamarca, no primeiro gol da Holanda no Soccer City (Foto: Getty Images)


O gol desarrumou o sistema defensivo dinamarquês. Nem as alterações feitas pelo técnico Morten Olsen foram suficientes para mudar a postura da seleção em campo. Substituição que deu resultado foi a primeira feita pelo treinador holandês: a entrada de Elia no lugar de Van der Vaart. Com muita habilidade, o atacante holandês deu trabalho para os adversários e criou boas chances.

Aos 39' Sneijder fez lindo lançamento para Elia, que tocou na saída do goleiro. A bola, caprichosamente, tocou na trave esquerda e sobrou para Kuyt completar para rede. 2 a 0, e foi só.

Holandeses comemoram o gol de Kuyt (à esquerda), que selou a vitória sobre a Dinamarca (Foto: AFP)

FICHA TÉCNICA
HOLANDA 2 X 0 DINAMARCA
Gols:
Holanda: Agger (46 contra), Kuyt (85)
Estádio: Soccer City (Johannesburgo)
Público: 83.465
Arbitro: S. Lannoy (FRA)
Cartões amarelos:
Holanda: de Jong (44), van Persie (49)
Dinamarca: Kjær (63)
Escalações:
HOLANDA: Maarten Stekelenburg - Gregory van der Wiel, John Heitinga, Joris Mathijsen, Giovanni van Bronckhorst (cap) - Mark van Bommel, Nigel de Jong - Dirk Kuyt, Wesley Sneijder, Rafael van der Vaart (Eljero Elia 67) - Robin van Persie (Ibrahim Afellay 77). DT: Bert van Marwijk.
DINAMARCA: Thomas Soerensen - Lars Jacobsen, Daniel Agger, Simon Kjær, Simon Poulsen - Thomas Enevoldsen (Jesper Grönkjaer 56), Christian Poulsen, Thomas Kahlenberg (Christian Eriksen 73), Martín Jorgensen (cap) - Dennis Rommedahl - Nicklas Bendtner (Mikkel Beckmann 62). DT: Morten Olsen.




Fechando a rodada do grupo 4, Japão e Camarões se enfrentaram no estádio Free State, em Bloemfontein.

Eto'o, resignado, após atuação apagada na derrota de Camarões para o Japão (Foto: Getty Images)


O jogo não foi dos melhores. As defesas foram felizes do que os ataques. Os dois times distribuíram chutões e erraram muitos passes. Apesar das poucas chances de gol e das muitas faltas, a partida foi equilibrada. A seleção de Camarões apostava nos passes e na velocidade para chegar ao gol. Já os japoneses, apesar de seus atacantes serem consideravelmente menores do que os zagueiros camaroneses, apostavam nas bolas cruzadas na áera para serem cabeceadas.

Keisuke Honda comemora o gol do Japão contra Camarões (Foto: AFP)


Confirmando o ditado que diz que "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura" , foi justamente com um cruzamento na área que saiu o único gol da partida.Matsui cruzou na segunda trave, Honda dominou livre e chutou no alto: 1 a 0, e foi só. O gol quebrou dois tabus: até então, o Japão nunca havia vencido uma partida de estreia em Copas do Mundo, enquanto a seleção de Camarões nunca havia perdido a primeira partida.


FICHA TÉCNICA
JAPÃO 1 X 0 CAMARÕES
Local: Estádio Free State, em Bloemfontein
Data-Hora: 14/6/2010 - 11h (de Brasília)
Árbitro: Olegario Benquerença (POR)
Assistentes: Bertino Miranda (POR) e José Manuel Silva Cardinal (POR)
Público: 30.620 presentes
Cartões Amarelos: Abe (JAP); N'Koulou (CAM)
Cartões Vermelhos: Não houve.
Gols: Honda 38'/1ºT (1-0)
JAPÃO: Kawashima, Nagatomo, Nakazawa, Tanaka e Komano; Abe, Matsui (Okazaki 23'/2ºT), Honda, Hasebe (Inamoto 42'/2ºT) e Endo; Ukubo (Yano 36'/2ºT) - Técnico: Takeshi Okada.
CAMARÕES: Hamidou, Mbia, Bassong, N'Koulou e Assou-Ekotto; Makoun (Geremi 28'/2ºT), Enoh e Matip (Emana 17'/2ºT); Choupo-Moting (Idrissou 28'/2ºT) e Eto'o; Webo - Técnico: Paul Le Guen.

domingo, 13 de junho de 2010

Análise: Alemanha 4 x 0 Austrália

E surge mais uma favorita ao título. Já na sua estreia, a seleção da Alemanha encantou com a goleada aplicada sobre a Austrália por 4 a 0. Tudo bem que os australianos não são nenhuma potência, mas isso não tira o brilho, o mérito e a moral conquistada por essa jovem seleção alemã.

Özil, um dos destaques da partida, tenta encobrir o goleiro Schwarzer (Foto: EFE)


Durante todo jogo a Alemanha mostrou superioridade, apesar de alguns bons ataques e algumas boas jogadas por parte dos australianos. Foi com um futebol  ao estilo brasileiro, com qualidade técnica em vez de força e criatividade no lugar da disciplina quadrada de outros tempos, que os alemães jogaram. O primeiro gol saiu de uma jogada bem trabalhada, diferente dos cruzamentos na área para gol de cabeça, como estamos acostumados a ver em jogos da seleção alemã. De Özil para Müller, de Müller para a área, de Podolski para o gol. Uma bomba. Sempre com o pé, sempre trabalhado: 1 a 0 para a Alemanha.

Klose e Podolski, autores dos primeiros gols,
comemoram (Foto: Getty Images)


A Austrália teve boas chances de gol. Triangulou, tramou jogadas e teve infiltração. Mas aí veio o gol da Alemanha e tudo mudou. Klose, depois de perder duas seguidas, fez o que um centroavante é obrigado a fazer: não desperdiçar a terceira. Lahm, ótimo lateral, cruzou com rara precisão. Schwarzer saiu do gol com aquele jeitão de quem pergunta “o que eu tô fazendo aqui?”. E Klose marcou.

Tim Cahill (4) abre os braços para reclamar do
cartão vermelho (Foto: Getty Images)
No segundo tempo a Austrália voltou melhor, mas a mudança de estratégia foi por terra após a expulsão do atacante Cahill. Ele fez falta em Schweinsteiger e levou o cartão vermelho direto. Com um a mais, a Alemanha não encontrou dificuldades para marcar seu terceiro gol. Aos 23 minutos, Müller avançou pelo meio, limpou a marcação com um come humilhante e bateu rasteiro .


Parada resolvida, o técnico Joachim Löw passou a mexer na equipe. Klose deu lugar a Cacau, que logo depois de entrar fez o quarto gol da Alemanha, aproveitando um passe de Özil. Muita festa por parte do brasileiro naturalizado, que apontou para o céu quando comemorava o gol que marcou.



FICHA TÉCNICA:
ALEMANHA 4 X 0 AUSTRÁLIA
Estádio: Moses Mabhida, Durban (AFS)
Data/hora: 13/6/2010 - 15h30 (de Brasília)
Árbitro: Marco Rodriguez (ARG)
Auxiliares: Camargo Callado (MEX), Morin Mendez (MEX)
Cartão Amarelo: Özil (ALE); Moore, Neil, Valeri (AUS)
Cartão Vermelho: Cahill, 10'/2ºT (AUS)
Gols: Podolski, 8'/1ºT (1-0), Klose, 26'/1ºT (2-0); Müller, 22'/2ºT (3-0); Cacau, 25'/2ºT (4-0)

ALEMANHA: Neuer; Lahm, Mertesacker, A. Friedrich e Badstuber; Khedira, Schweinsteiger, Müller , Özil (Mario Gomez,29'/2ºT) e Podolski (Marin, 36'/2ºT); Klose (Cacau, 23'/2ºT). Técnico: Joachim Löw
AUSTRÁLIA: Schwarzer; Wilkshire, C. Moore, Neill e Chipperfield; Grella (Holman, Intervalo), Culina, Emerton (Jedinak, 29'/2ºT) e Valeri, Garcia (Rukavistka, 18'/2ºT) e Cahill. Técnico: Pim Verbeek.

Fontes:
globoesporte.com
lancenet.com.br

Análise: Argélia 0 x 1 Eslovênia / Sérvia 0 x 1 Gana

Este terceiro dia de jogos na África do Sul começou com a partida entre Argélia e Eslovênia. Com elencos sem muita expressão, o único craque presente no Peter Mokaba esteve do lado de fora. Zinedine Zidane, francês descendente de argelinos, assistiu ao jogo das tribunas. O francês não deve ter gostado nada da atuação da seleção da Argélia, que perdeu por 1 a 0.

Zidane acompanha partida da Argélia. (Foto: AP)
As duas seleções entraram com posturas defensivas. Sem muitas emoções, lances de perigo houveram apenas três. A Argélia foi responsável por duas delas, uma de falta e outra em uma cobrança de escanteio, e a outra protagonizada apenas aos 42 minutos em chute perigoso do ataque Esloveno.

Ghezzal estica o braço para dominar a bola: atacante argelino foi expulso após o lance (Foto: AFP)



 O jogo se definiu no segundo tempo, após a expulsão de Ghezzal, da Argélia. Com um a mais, a Eslovênia se animou minimamente para buscar o ataque e, com uma ajudinha do goleiro argelino, conseguiu o gol da vitória. Aos 36 minutos, o capitão Koren bateu de fora da área, sem muita força. Chaouchi tentou encaixar e acabou vendo a bola morrer no fundo da rede. Foi o bastante para assegurar os três pontos e a liderança do grupo 3.




Chaouchi tenta encaixar e deixa a bola passar ao lado do corpo (Foto: agência AP)




FICHA TÉCNICA
ARGÉLIA 0 X 1 ESLOVÊNIA


Estádio: Peter Mokaba, em Polokwane (AFS)
Data-Hora: 13/6/2010 - 8h30 (de Brasília)
Árbitro: Carlos Batres (GUA)
Auxiliares: Leonel Leal (CRC) e Carlos Pastrana (HON)
Público: 30.325 presentes
Cartões amarelos: Ghezzal e Yebda (ARG); Radosavljevic e Komac (ESL)
Cartões vermelhos: Ghezzal 27'/2ºT (ARG)
GOLS: Koren 34'/2ºT (0-1)
ARGÉLIA: Chaouchi, Yahia, Halliche e Bougherra; Belhadj, Yebda, Lacen, Kadir (Guedioura 35'/2ºT) e Ziani; Djebbour (Ghezzal 12'/2ºT) e Matmour (Saifi 34'/2ºT) - Técnico: Rabah Saadane.
ESLOVÊNIA: Samir Handanovic, Brecko, Suler, Cesar e Jokic; Radosavljevic (Komac 41'/2ºT), Koren, Kirm e Birsa (Pecnik 38'/2ºT); Dedic (Lujbijankic 7'/2ºT) e Novakovic - Técnico: Matjaz Kek.



No segundo jogo, em partida válida pelo grupo 4, saiu a primeira vitória de uma seleção africana nesta Copa: A seleção de Gana venceu a Sérvia por 1 a 0.

Gyan comemora o seu gol de pênalti, que garantiu a vitória de Gana sobre a Sérvia (Foto: AFP)

A partida começou disputada. No primeiro tempo, ataque e boas oportunidades dos dois lados. A Sérvia tentava chegar ao ataque através de toques, já Gana, apostava na velocidade de seus jogadores. Porém, assim como no jogo que se sucedeu a esse, a partida foi decidida no segundo tempo e após uma expulsão. Lukovic recebeu o cartão vermelho após acumular o segundo cartão amarelo na partida. 

Aos 37 minutos, aconteceu o lance crucial. Após cruamento na área, Kuzmanovic colou a mão na bola e o árbitro argentino Hector Baldassi não teve dúvida: pênalti para Gana. Gyan cobrou com categoria, deslocou Stojkovic e abriu o placar. Com um a menos, a Sérvia não teve forças para reagir. Nos minutos finais, Gyan ainda acertou a trave, mas estava impedido. Aí restou a Gana segurar o resultado e garantir a festa dos africanos em Pretória.

Galeria de fotos
Notas dos jogadores
Melhores momentos


FICHA TÉCNICA
SÉRVIA 0 X 1 GANA
Estádio: Loftus Versfeld, Pretoria (AFS)
Data-Hora: 13/6/2010 - 11h (de Brasília)
Árbitro: Hector Baldassi (ARG)
Assistentes: Ricardo Casas (ARG) e Hernan Maidana (ARG)
Cartões amarelos: Lukovic, Kuzmanovic, Zigic, Vorsah e Tagoe.
Cartões vermelhos: Lukovic 28'/2ºT (SER)
Gols: Gyan 37'/2ºT (0-1)
SÉRVIA: Stojkovic, Lukovic, Ivanovic, Vidic e Kolarov; Milijas (Kuzmanovic 16'/2ºT), Stankovic, Krasic e Jovanovic; Zigic (Lazovic 23'/2ºT) e Pantelic - Técnico: Radomir Antic.
GANA: Kingson, Pantsil, Vorsah, Jonathan Mensah e Sarpei; Annan, Kevin-Prince Boateng, Dede Ayew, Tagoe e Asamoah (Appiah 27'2ºT); Gyan - Técnico: Milovan Rajevac.

Fontes:
globoesporte.com
lancenet.com.br

Análise: Inglaterra 1 x 1 Estados Unidos

Outro confronto lotado de pré-requisitos. Primeiramente um confronto entre colonizador e colonizado. Um confronto entre as duas maiores economias hoje no mundo. E por fim um confronto de tom inglês, a lingua mãe dessas duas nações.
Jogadores americanos festejam empate.
Falando de futebol, a Inglaterra chegou a Copa como uma das favoritas. Credenciadas pelo bom futebol de Rooney, Gerrard e cia. Já o Estados Unidos, se credenciou pela campanha feita no ano passado na Copa das Confederações quando chegou ao vice-campeonato.
Olho tático
O time inglês veio em um 4-4-2 clássico. Mas com uma curiosidade, os dois volantes ingleses são meias em seus times de origem, Gerrard e Lampard jogam no Liverpool e no Chelsea respectivamente. No ataque o time inglês veio com dois centro avantes, mas Capello colocou Wayne Rooney pra jogar mais recuado.
Do lado americano, o mesmo 4-4-2 mas dessa vem com um losango no meio. Com Bradley de primeiro volante, Dempsey e Clark mais a frente. E na ponta desse losango ficou Landon Donovan, o craque do time norte-americano.


O jogo
A Inglaterra começou voando e logo aos 4 minutos, o craque do Liverpool, Gerrard tabelou com Heskey e saiu cara a cara com Howard e finalizou o goleiro fazendo o primeiro gol do English Team na Copa. Depois o jogo passou a ficar monotono, sem muitas chances e até um jogo bem chato.
Até que aos 40 minutos, acontece o lance mais inusitado da Copa até agora. Dempsey leva a bola e arrisca de longe, um chute fraco e sem pretensão. Mas Green fez o favor de dar pretensão a esse chute, aceitando um frangaaaaço e deixando o jogo empatado.
Que beleeeza heim Green.
No segundo tempo o jogo mudou, ficou literalmente "lá e cá". Emile Heskey entrou livre na área americana e chutou forte para defesa de Howard. No lance seguinte Altidore teve a grande chance pela equipe americana. O atacante penetrou pelo lado esquerdo da área e bateu para o gol. Green defendeu a bola, que explodiu na trave direita e saiu. Algumas outras chances com Lennon, Wrigth Phillips e Buddle e nada mais. Um bom jogo, mas o frango de Green foi um golpe MUITO duro para os ingleses.


FICHA TÉCNICA
INGLATERRA 1 x 1 ESTADOS UNIDOS
Local:
Estádio Royal Bafokeng, em Rustemburgo (África do Sul)
Data: 12 de junho de 2010, sábado
Horário: 15h30 (Brasília)
Árbitro: Carlos Eugênio Simon
Assistentes: Altemir Hausmann e Roberto Braatz
Cartões Amarelos: Milner, Carragher e Gerrard (Inglaterra); Cherundolo, DeMerit e Findley (Estados Unidos)

Gols: INGLATERRA - Gerrard ( '4)
ESTADOS UNIDOS - Dempsey ( '40)

INGLATERRA: Green; Johnson, Terry, King (Carragher) e Ashley Cole; Milner (Wright-Phillips), Lampard, Lennon e Gerrard; Rooney e Heskey (Crouch)
Técnico: Fabio Capello

ESTADOS UNIDOS: Howard; Cherundolo, DeMerit, Onyewu e Bocanegra; Bradley, Clark, Dempsey e Donovan, Findley (Buddle) e Altidore (Holden)
Técnico: Bob Bradley





sábado, 12 de junho de 2010

Análise: Argentina 1 x 0 Nigéria


Bem amigos blogueiros ( ops ! essa é do Galvão ), como a missão de comentar o jogo dos hermanos Argentinos contra os nigerianos, sobrou pra mim, logo eu, que não tenho o olhar clínico e crítico de um analista, só me resta analisar o jogo como um mero torcedor de futebol, ou seja, com a singeleza e a inocência técnica daqueles que vão para a arquibancada gritar pelo seu time. Então “vamu” lá !!

Messi parte para o ataque: o camisa 10 teve várias chances de gol, mas esbarrou no goleiro  (Foto: AFP)


Como de praxe, sendo um dos times os nossos queridos irmãos argentinos (argh!!) me preparei para assistir o jogo, daí, peguei a minha camisa da Nigéria, é, isso mesmo, eu tenho a camisa da Nigéria, e me postei perante a TV para torcer bravamente por mais uma equipe Africana. (a primeira foi a África do Sul).

Após a partida, Diego Maradona entrou em campo
e foi abraçar o craque Lionel Messi (Foto: AFP)
O talento argentino buscava o ataque, sempre movimentando a sua grande estrela, Maradona, opa, quer dizer, Lionel Messi ( é que o Maradona apareceu tanto na transmissão que parecia que ele estava jogando), que, justiça seja feita, apesar do monte de gols perdidos, acredito que essa tenha sido a sua melhor apresentação com a camisa argentina.
O problema é que a Argentina não é só o Messi, também, tem o espanta neném, Carlito Tevez, que esteve mal, o carequinha Verón ( esse é craque) que correu muito, mas, foi substituído, Higuaín, quem mais perdeu gols, Mascherano, Diego Milito, e os outros que vocês já sabem bem quem são. O ataque estava forte, mas, o Higuaín, o Messi, e mais um ou outro, perderam um caminhão de gols.

Tudo bem, o importante é que a Argentina ganhou, mas, ficou muito claro que pra ir adiante vai ter que comer muito feijão.

Já a Nigéria, apesar da minha torcida, junto com mais ou menos uns 190 milhões de brasileiros, não aproveitou as chances que teve, e não foram poucas, principalmente pelo lado esquerdo, em cima do Gutiérrez.

Aliás, se a equipe da Nigéria não contasse com o bom goleiro Enyeama, e as suas defesas espetaculares, o placar teria sido, certamente, elástico, muito elástico.

Enyeama parou Messi e foi eleito pela Fifa como
melhor jogador da partida (Foto: AFP)


As equipes Africanas de uma forma, ou de outra sempre surpreendem, quem lembra aí do Nigeriano kanu ou do Camaronês Roger Milá ? Gratas surpresas em campeonatos anteriores, entretanto, até o momento, não tivemos nenhuma surpresa, e ainda, vemos uma certa inocência de muitos jogadores, apesar de alguns deles atuarem em equipes européias.

Para aqueles que gostam de comparações, não custa lembrar que na Copa de 2002, a Argentina estreou contra a Nigéria, vencendo por 1 a 0, entretanto, não passou para a fase seguinte, e mais, o próximo jogo da Argentina é contra a Grécia, e o ultimo jogo do Maradona em Copas foi contra a Grécia.

A Copa aos pouquinhos vai esquentando, e o funil vai começar a ficar mais estreito, é aguardar pra ver.


 

FICHA TÉCNICA
ARGENTINA 1x0 NIGÉRIA
Estádio: Ellis Park, Johannesburgo
Árbitro: Wolfgang Stark (ALE)
Cartões amarelos: Gutiérrez (ARG); Haruna (NIG)
Gol: Heinze (1-0), aos 6'/2ºT)
ARGENTINA: Romero; Gutiérrez, Demichelis, Samuel e Heinze; Mascherano, Verón (Maxi Rodríguez, 28'/2ºT), Di María (Burdisso, 39'/2ºT); Messi, Tévez e Higuaín (Diego Milito, 33'/2ºT)
T: Diego Maradona
NIGÉRIA: Enyeama; Odiah, Yobo, Shittu e Taiwo (Uche, 29'/2ºT); Etuhu, Kaita e Haruna; Obasi (Odemwingie, 15'/2ºT) , Obinna (Martins, 7'/2ºT) e Yakubu
T: Lars Lagerback


Notas dos jogadores
Galeria de fotos
Melhores momentos

Fonte: globoesporte.com

Análise: Coréia do Sul 2 x 0 Grécia

Park Ji Sung mostrou por que é o craque coreano.
Duelo de seleções que fizeram bonito na primeira metade da ultima decada. A Coréia do Sul chegou a semifinal da Copa do Mundo de 2002 e terminou no quarto lugar. Já a Grécia foi mais além, foi campeã da Eurocopa de 2004 ganhando de Portugal dentro da casa do adversário. Resultados muito expressivos mas que hoje já não significam mais nada.

Olho tático:

A Coréia do Sul veio no mais tradicional 4-4-2. Com dois laterais "laterais", dois volantes, dois meias e dois atacantes. Nada demais em termos de revolução tática mas dependente claramente de Park Ji Sung, jogador do Manchester United.
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Já a Grécia vem no padrão tático da moda, o falso 4-5-1. Por que falso? Falso por que sem a bola a Grécia joga em um 4-5-1, mas com a bola o padrão tático muda para um 4-3-3 muito ofensivo. O que torna a Grécia um time de maior variantes táticas e possível de mudanças durante o jogo.


O jogo:
Otto Rehhagel, treinador da Grécia, surpreendeu ao deixar no banco Sotirios Kyrgiakos, bom no jogo aéreo. Salpingidis também começou na reserva, dando lugar a Samaras. As subistituições não surtiram efeito, fato que será visto mais a frente.
Gol de Park Ji Sung
O jogo começou a toda, aos 3 minutos Torosidis recebeu um cruzamento e quase fez o gol. Na resposta, uma falta pela esquerda para a Coréia do Sul. Young-Pio cruzou e Li Jung-So concretizou fazendo 1x0 para os olhos puxados. Daí a Grécia se perdeu, a Coréia aproveitou e chegou muitas vezes obrigando a Tzorvas a trabalhar. Aos 15 um penalti clamoroso que foi ignorado pelo arbitro Neozolandês. Depois disso aos 22, Tzorvas fez uma defesa sensacional em contra ataque puxado por Park Ji Sung.
No intervalo, Otto Rehhagel mostrou que não estava satisfeito com seu capitão. Karagounis deu lugar a Patsa. Salpingidis também entrou, no lugar de Samaras, na tentativa de criar alguma chance para uma seleção que só tinha chutado a gol uma vez no primeiro tempo.
Mas ai o zagueirão que entrou no lugar de Kyrgiakos resolveu jogar de vermelho, tentou sair jogando e perdeu a bola frente a area para Park Ji Sung. O jogador do Manchester avançou e sentenciou a Grécia fazendo 2x0 para os coreanos.
Ai mesmo que a Grécia morreu, a Coréia podia muito bem ter feito 3,4 x 0 . Mas não fez, e consagrou Tzorvas como o melhor do jogo. No fim Salpingidis quase diminui para a Grécia mas o goleiro coreano estava ligado.

FICHA TÉCNICA

COREIA DO SUL 2 X 0 GRÉCIA

Local: Estádio Nelson Mandela Bay, em Port Elizabeth (África do Sul)
Data: 12 de junho de 2010 (Sábado)
Horário: 8h30 (de Brasília)
Árbitro: Michael Hester (Nova Zelândia)
Assistentes: Jan-Hendrik Hintz (Nova Zelândia) e Tevita Makasini (Tonga)
Cartões amarelos: Torosidis (Grécia)

Gols:
COREIA DO SUL: Jung-Soo ('7) ; Park Ji-Sung ('52)

GRÉCIA: Tzorvas; Seitaridis, Torosidis, Papadopoulos e Vyntra; Tziolis, Katsouranis, Karagounis (Patsatzoglou) e Samaras (Salpingidis); Charisteas (Kapetanos) e Gekas
Técnico: Otto Rehhagel

COREIA DO SUL: Sung-Ryong, Cha Du-Ri, Jung-Soo, Yong-Hyung e Young-Pyo; Sung-Yueng (Nam-il), Jung-Woo, Chung-Young (Jae-Sung), Park Ji-Sung; Chu-Young (Seung-Yeoul) e Ki-Hun
Técnico: Huh Jung-Moo


sexta-feira, 11 de junho de 2010

Analise: França 0x0 Uruguai

Loco Abreu entrou e deu uma melhorada na Celeste.
O tão esperado jogo da primeira fase, o único jogo entre campeãs do mundo. Uruguai, campeão em 1930 e 1950, e França , campeã em 1998. Um jogo lotado de história, lotado de pré-requisitos.
De um lado o Uruguai voltava a uma Copa do Mundo desde 2002, quando foi eliminada na primeira fase no mesmo grupo da França. Do outro lado a França chegava para a sua primeira partida em Copas após a era Zinedine Zidane.
Do lado da Celeste Olímpica, Diego Forlan e Luis Suarez eram cotados para ser o grande nome do jogo. Do lado dos "Le Bleus", Thiery Henry se tornou o grande nome do time, mas estava no banco para Anelka.

Olho tático:
Pra começar a falar do jogo, a França veio em um 4-2-2-1-1. Como isso? Táticamente os "Le Bleus" vieram com dois volantes (Toulalan e Diaby), dois meias (Gourcuff e Ribery) e um meia adiantado (Govou). E lá na frente isoladão veio Anelka.
A França pareceu mais moderna táticamente mas não se acertava, Ribery não estava no melhor dos seus dias mas mesmo assim levou perigo.
Clique para aumentar.
Já o Uruguai veio num tradicional 3-5-2 com uma defesa jogando em linha. De fato não encaixou contra os dois volantes da França e os laterais que cobriram bem a subida dos alas Uruguaios. No fim Oscar Tabarez tentou colocar Loco Abreu, jogador do Botafogo, para tentar bolas alçadas na área. Algo que também não deu muito certo.

O jogo:
Nos primeiros 15 minutos de jogo, a partida teve seu melhor momento. Forlán escapou uma bola pela esquerda, trouxe para o meio e finalizou para a defesa de Hugo Lloris. Mas a resposta veio numa falta pela esquerda que foi cobrada por Gourcuff, a bola ia no ângulo e seria um golaço, mas Muslera fez grande defesa. Uma outra chance depois em um lance rápido de Ribery e um cruzamento dentro da area para uma finalização pifia de Govou. E apartir daí o jogo acabou no primeiro tempo.
Henry entra para o lugar do pífio Anelka.
O segundo tempo também começou monótono, mas com a entrada de Henry e Loco Abreu as coisas passaram a mudar um pouco. A primeira chance veio numa falta cobrada por Forlan para defesa segura de Lloris. O Uruguai criou mais uma chance com Forlan (sim só deu ele do lado azul celeste), e a França chegou na área uruguaia mais uma vez quando Victorino colocou a mão na bola após chute de Henry (éééé Henry você mesmo). Fora isso não mais nada do que se destacar desse jogo pífio de bola.


Local: Estádio Green Point, na Cidade do Cabo (África do Sul)
Data: 11/06/2010 (sexta-feira)
Horário: 15h30h (de Brasília)
Árbitro: Yiuchi Nishimura (JAP)
Cartões amarelos: Ribéry, Evra e Toulalan (França) e Victorino, Lodeiro e Lugano (Uruguai)
Cartão vermelho: Lodeiro (Uruguai)

URUGUAI: Muslera; Victorino, Diego Godín, Diego Lugano; Maximiliano Pereira, Diego Perez (Egúren), Arévalo, Álvaro Pereira e Ignacio Gonzalez (Lodeiro); Diego Forlán e Luis Suarez (Abreu)
Técnico: Oscar Tabárez

FRANÇA: Hugo Lloris; Sagna; Abidal, Gallas e Evra; Toulalan, Diaby e Gourcuff (Malouda); Ribéry, Govou (Gignac) e Anelka (Henry)
Técnico: Raymond Domenech

Notas do jogo
Melhores momentos
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Fontes : http://globoesporte.globo.com/

Análise : Africa do Sul 1 x 1 México



Rolou a bola! Começou (agora pra valer) a Copa do Mundo. Ás 11:00 hrs no horário de Brasília, 16:00 no horário local da África do Sul, os donos da casa entraram em campo contra a seleção do México e deram o pontapé inicial para o torneio. Nem mesmo a ausência de Nelson Mandela, que não compareceu ao jogo de abertura por causa da trágica morte de sua bisneta num acidente de carro ,diminui o a euforia dos 84.490 torcedores que compareceram ao Soccer City, na cidade de Soweto.

Os visitantes começaram melhor a partida. Tocando muito , tiveram a maior posse de bola durante a partida. Apesar disso, tiveram poucas chances de gol. Enquanto isso, a seleção comandada por Carlos Alberto Parreira apostava nos contra ataques rápidos. O México chegou a marcar com Vela, mas o assistente anulou corretamente o gol, já que o atacante estava em posição irregular. No final do primeiro tempo, os Bafana Bafana chegaram a pressionar a seleção mexicana, mas nada que mudasse a história do primeiro tempo morno.

O segundo tempo começou do mesmo jeito que terminou o primeiro: O México tocando a bola visando chegar à área adversária para poder concluir e a África do Sul tentando aproveitar a velocidade de seus jogadores sob a lentidão dos zagueiros mexicanos. E deu certo. Aos 10 minutos, em um contra-ataque, os africanos exploraram a velocidade de Tshabalala, que, após lindo passe de Modise, acertou uma bomba de canhota no ângulo esquerdo do goleiro Perez, que nada pôde fazer: 1 a 0 para os anfitriões, e o camisa oito foi o primeiro a balançar redes na Copa 2010.

Rafa Márquez e Tshabalala festejam seus gols na abertura


Quando se está perdendo é a melhor hora para um técnioco mostrar que pode mudar a história da partida. E foi justamente o que fez o técnico mexicano Aguirre. Logo após concluídas as três substituições que lhe cabiam o México conseguiu segurar os ataques sul-africanos e partir mais pra cima em busca do ataque. A entrada do veterano Blanco foi fundamental, já que foi de seus pés que saíram bons passes e que armaram boas jogadas de perigo. 

Aos 34 minutos as substituições surtiram efeito. Rafael Márquez, o terceiro zagueiro, recebeu livre dentro da área e, com a tranquilidade de um jogador do Barcelona, dominou no peito e colocou na saída do goleiro Khune. O barulho das vuvuzelas deu lugar ao silêncio no Soccer City.

Mas o silêncio não durou muito tempo. A seleção sul-africana, empurrada pela torcida, ainda conseguiu, de novo em jogada rápida de contra ataque já aos 44 minutos, chegar à área mexicana,  porém o chute de Mphela bateu no pé da trave e saiu caprichosamente.


FICHA TÉCNICA
ÁFRICA DO SUL 1 X 1 MÉXICO

Estádio: Soccer City, Johannesburgo (AFS)
Data/hora: 11/06/2010 - 11h (de Brasília)
Árbitro: Ravshan Irmatov (UZB)
Auxiliares: Rafael Ilyasov (UZB) e Bahadyr Kochrakov (QUI)
Cartões amarelos:
Dikgacoi e Masilela (AFS); Juarez e Torrado (MEX)
Cartões vermelhos: -
Gols:
Tshabalala 9'/2ºT (1-0) e Rafa Márquez 34'/2ºT (1-1)
ÁFRICA DO SUL: Khune, Gaxa, Mokoena, Khumalo e Thwala (Masilela - Intervalo); Letsholonyane, Dikgacoi, Modise, Pienaar (Parker 38'/2ºT) e Tshabalala; Mphela - Técnico: Carlos Alberto Parreira.
MÉXICO: Perez, Aguilar (Guardado 10'/2ºT ), Rodriguez, Osório e Salcido; Juarez, Rafa Márquez e Torrado; Giovani dos Santos, Vela (Blanco 22'/2ºT) e Franco (Hernandez 27'/2ºT) - Técnico: Javier Aguirre.

DO GLOBOESPORTE.COM

Fontes:
globoesporte.com
lancenet.com.br